Papa confirma intenção de ir à Ucrânia, mas admite preocupação

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Papa confirma intenção de ir à Ucrânia, mas admite preocupação

Neste domingo (3), o papa Francisco garantiu que o Vaticano está fazendo tudo o que é possível pelo fim da guerra na Ucrânia. Ele disse que existe a p

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Neste domingo (3), o papa Francisco garantiu que o Vaticano está fazendo tudo o que é possível pelo fim da guerra na Ucrânia. Ele disse que existe a possibilidade de uma viagem à Kiev.

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No entanto, o pontífice admitiu que pode não ser conveniente viajar.

As declarações do líder da Igreja Católica foram dadas em entrevista coletiva, no voo que levou Francisco de Malta para a Santa Sé.

“Toda a parte diplomática do Vaticano está fazendo o possível, e não todas as ações podem ser publicadas, por prudência. Mas, estamos no limite do possível, e entre estas possibilidades, está a viagem à Kiev, disse o papa.

Ele recebeu um convide do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para ir ao país.

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“A disponibilidade sempre existe. Eu disse que sim, está sobre a mesa, mas não sei se poderá ser feita e se é conveniente”, completou o líder da Igreja Católica.

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O pontífice adiantou que está sendo trabalhada uma possível reunião com Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia, Kirill. A conversa poderia acontecer no Oriente Médio. O líder religioso russo vem mantendo uma posição de apoio à invasão ao território ucraniano.

Questionado sobre a localização de centenas de corpos de civis na localidade de Bucha, ao norte de Kiev, após a retirada das tropas russas, o papa explicou que não tinha sido informado sobre o caso.

Além disso, Francisco revelou que passa a saber o que acontece na Ucrânia por meio de conversas a cada dois dias com a correspondente do jornal argentino La Nación, Elisabetta Piqué, que está cobrindo o conflito desde os primeiros dias de ações militares.

O pontífice, inclusive, relembrou os profissionais de imprensa mortos durante a guerra, destacando que todos “trabalhavam pelo bem comum”.

O papa voltou a condenar a guerra. Ele lamentou que, 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial, o movimento pela paz que surgiu na sequência do conflito foi esquecido.

”Estou muito sofrido com o que acontece. Não aprendemos. Que o Senhor tenha piedade de nós. Todos somos culpados, concluiu Francisco.

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