‘Vencidinho’ vira opção para economizar, mas exige cuidados e ainda gera dúvidas

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‘Vencidinho’ vira opção para economizar, mas exige cuidados e ainda gera dúvidas

Especialista explica que o prazo de vencimento dos produtos serve para avisar ao cliente que ele vai perdendo alguns nutrientes com o passar do tempo,

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Especialista explica que o prazo de vencimento dos produtos serve para avisar ao cliente que ele vai perdendo alguns nutrientes com o passar do tempo, o que não significa que, depois que passa a data de validade, ele não possa ser consumido.

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Ainda que no mês de maio tenha tido uma desaceleração da inflação, a alta acumulada de 11,73% em 12 meses pesa no bolso da população. A cesta básica teve um aumento de 67%. Neste momento, os “vencidinhos“, como são conhecidos os mercados que vendem produtos próximos à data de vencimento, parecem uma boa solução para os brasileiros, já que eles cobram um valor menor do que os mercados tradicionais. Em um deles, na zona leste da capital paulista e que foi aberto na pandemia da Covid-19, alguns produtos chegam a custar a metade do preço.

Com o aumento do valor do trigo, o preço do pão também teve um crescimento expressivo. Nos supermercados comuns, o preço do pacote do pão de forma chega em torno de R$ 12. Em um vencidinho de São Paulo o pão de forma está custando R$ 4,99. Os iogurtes também são produtos que saem bastante, como explica a empresária Renata Rodrigues. “Geralmente são com prazos mais curtos, mas são produtos de consumo imediato para uma família grande, gente que tem crianças em escola, os lanches da semana, sai bastante, principalmente o pãozinho. O pessoal procura bastante aqui, porque pão é muito caro”, diz.

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Muitas pessoas tem receios de ingerir alimentos próximos da validade. O prazo de vencimento serve para avisar ao cliente que o produto vai perdendo alguns nutrientes com o passar do tempo, o que não significa que, depois que passa a data de validade, ele não possa ser consumido. O médico especialista em nutrologia Gustavo Freire explica que esses alimentos podem ser ingeridos, mas que o consumidor deve ficar atento a algumas questões. “Quando ele passa do tempo de consumo, ele acaba tendo uma perda dos nutrientes. Não quer dizer que o alimento vá trazer algum malefício para o paciente, para a pessoa que vá ingerir, mas, sim, que o alimento não traz bons nutrientes e que está dito no rotulo que ele vai trazer”, explica.

O especialista diz que os estabelecimentos também precisam ter cuidados redobrados com relação à conservação dos produtos. “O maior cuidado que os estabelecimentos que vendem alimentos perecíveis ao consumidor é sempre colocar o que está próximo ao vencimento ofertado para o cliente, sempre colocar na frente, para que ele seja consumido antes. E todos que precisam de refrigeração, que a temperatura seja adequada. Porque cada alimento depende de uma temperatura. Uma temperatura a mais ou a menos pode prejudicar o alimento”, diz. A proposta de vender alimentos perto do vencimento também pode ser uma opção para evitar o disperdício de comida. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o brasileiro disperdiça cerca de 60 quilos de comida por ano.

*Com informações da repórter Camila Yunes

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