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Terremoto de magnitude 7,8 deixa mais de 2.300 mortos na Turquia e na Síria

Abalos derrubam edifícios, famílias estão presas nos escombros e centenas de pessoas estão desaparecidas; tremor de magnitude 7,8 é o mais forte em 84

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Abalos derrubam edifícios, famílias estão presas nos escombros e centenas de pessoas estão desaparecidas; tremor de magnitude 7,8 é o mais forte em 84 anos e gerou dezenas de réplicas.

Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o sul da Turquia e o norte da Síria na manhã desta segunda-feira, 6, derrubando centenas de edifícios e matando mais de 2.300 pessoas, sendo ao menos 1.498 na Turquia e 810 na região da Síria controlada pelo governo. Os Capacetes Brancos, que operam nas áreas controladas pelos rebeldes na Síria, registraram pelo menos 380 mortos e mais de mil feridos nesses setores.

A agência oficial Sana, que cita o Ministério da Saúde, informou que 430 pessoas nas províncias de Aleppo, Latakia, Hama e Tartus, sob o controle do governo. Além dos mortos, ao menos 8.533 ficaram feridas na Turquia e 1.315, na Síria. Acredita-se que outras centenas ainda estejam presas sob os escombros e espera-se que o número de vítimas aumente à medida que equipes de resgate vasculham montes de destroços em cidades e vilas da região. Em ambos os lados da fronteira, moradores acordados pelo terremoto antes do amanhecer correram para fora em uma noite de inverno fria, chuvosa e com neve, enquanto os prédios foram destruídos e fortes tremores secundários continuaram.

Equipes de resgate e residentes em várias cidades procuraram por sobreviventes, trabalhando em emaranhados de metal e pilhas gigantes de concreto. O tremor foi sentido às 4h17 (22h17 de domingo, no horário de Brasília) e ocorreu a uma profundidade de 17,9 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro foi localizado no distrito de Pazarcik, na província de Kahramanmaras, no sudeste da Turquia, a cerca de 60 km da fronteira com a Síria. Um novo terremoto de magnitude 7,5 atingiu a região às 13h24 (7h24 no horário de Brasília), quatro quilômetros a sudeste da cidade de Ekinozu, de acordo com o USGS. Também houve cerca de 50 tremores secundários, de acordo com Ancara.

 

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No lado sírio da fronteira, o terremoto destruiu regiões controladas pela oposição que abrigam cerca de 4 milhões de pessoas deslocadas de outras partes da Síria pela longa guerra civil do país. Muitos deles vivem em prédios que já foram destruídos por bombardeios anteriores. Centenas de famílias permanecem presas nos escombros, disse a organização de emergência da oposição, chamada Capacetes Brancos, em um comunicado. Instalações de saúde e hospitais sobrecarregados ficaram rapidamente cheios de feridos, disseram equipes de resgate.

O terremoto, sentido até no Cairo, atingiu uma região que foi moldada por mais de uma década de guerra civil na Síria. Milhões de refugiados sírios vivem na Turquia. A faixa da Síria afetada pelo terremoto está dividida entre o território controlado pelo governo e o último enclave do país controlado pela oposição, que é cercado por forças do governo apoiadas pela Rússia.

O terremoto foi centrado a cerca de 90 quilômetros da fronteira com a Síria, fora da cidade de Gaziantep, uma importante capital provincial turca. Pelo menos 21 tremores secundários se seguiram, algumas horas depois durante o dia, o mais forte medindo 7,5 disseram autoridades turcas. Por questões de segurança, o gás foi cortado em toda a região, devido a tremores secundários que poderiam gerar explosões.

O presidente turco disse no Twitter que “equipes de busca e resgate foram enviadas imediatamente” para as áreas atingidas pelo terremoto. “Esperamos superar esse desastre juntos o mais rápido possível e com o mínimo de danos”, escreveu ele. No Twitter, Stephen Hicks, pesquisador em sismologia do Imperial College London, escreveu que o terremoto é um dos maiores já registrados: “Este evento ficará para a história. Um dos maiores terremotos registrados instrumentalmente para atingir diretamente uma área povoada”.

*Com informações da AP News, AFP e EFE

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