Previsão do mercado para a inflação de 2021 recua para 10,05%

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Previsão do mercado para a inflação de 2021 recua para 10,05%

Informação constam do relatório 'Focus', divulgado pelo BC com projeções de analistas. Economistas também passaram a ver alta menor do PIB e aumen

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Previsão do mercado para a inflação de 2021 recua para 10,05%: Após 35 semanas seguidas de aumento, os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2021.

Também passaram a prever uma alta menor do nível de atividade e um crescimento mais intenso do juro básico da economia no próximo ano.

As informações constam do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC). Os dados foram colhidos na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

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De acordo com o BC, a projeção dos analistas para a inflação de 2021 recuou de 10,18% para 10,05%. Se confirmada a previsão, será a primeira vez que a inflação atinge o patamar de dois dígitos desde 2015, quando somou 10,67%.

A melhora na previsão do mercado para a inflação desse ano aconteceu após a divulgação do IPCA de novembro, que desacelerou para 0,95%, após ter registrado taxa de 1,25% em outubro. O resultado veio um pouco abaixo do que o esperado pelo mercado financeiro.

O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Portanto, a projeção do mercado equivale a mais que o dobro da meta central de inflação.

2022

Para 2022, o mercado financeiro manteve estável em 5,02% a estimativa de inflação. Com isso, a inflação segue acima do teto do sistema de metas para o ano que vem.

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A meta central de inflação para 2022 é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%.

O objetivo foi fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-lo, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Produto Interno Bruto

Além de uma alta maior na inflação, o mercado financeiro também baixou a previsão de crescimento do PIB deste ano, que passou de 4,71% para 4,65%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 0,51% para 0,50%. No começo deste ano, a previsão dos analistas era de uma alta de 2,5% para a economia no próximo ano. A expectativa começou a ser revisada para baixo somente em setembro.

O Ministério da Economia insistiu, no mês passado, em manter a previsão de crescimento do PIB de 2022 acima de 2% alegando que isso se deve à “melhora no mercado de trabalho e no investimento privado, principalmente em infraestrutura”.

Taxa de juros

O mercado financeiro elevou a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 11,25% para 11,50% ao ano no fim de 2022, o que pressupõe alta do juro básico da economia no próximo ano.

Em outubro, o BC elevou a taxa Selic para 7,75% ao ano. Foi a sexta elevação seguida. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa subiu para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano. Em agosto, a taxa subiu para 5,25% ao ano e, em setembro, foi elevada para 6,25% ao ano. Na última semana, a taxa avançou para 9,25% ao ano.

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