HomeNOTÍCIAS

“O perigo está lá ainda”, diz refugiado sírio que vive em Araras, SP

Os dados mais atuais apontam que mais de 28 mil pessoas morreram, vítimas dos tremores que atingiram também a Turquia e é considerado o mais forte na

17/01/2023: Plantão de Polícia com o repórter Beto Ribeiro
Pork’s Mania: o empreendimento gastronômico que conquista os clientes com seu torresmo de rolo crocante e saboroso em Araras, SP
Fio de energia se rompe e cai sobre veículos no Centro de Araras, SP

Os dados mais atuais apontam que mais de 28 mil pessoas morreram, vítimas dos tremores que atingiram também a Turquia e é considerado o mais forte na região desde 1939.

Pais de jovem moraram em carro por dois dias, mas depois voltaram ao apartamento que está com a estrutura comprometida.

Mortes causadas pelos tremores que atingiram a Síria e a Turquia passam dos 28 mil.

Boa tarde
Obrigado pelo esforço mas gostaria de avisar que meu sobre nome esta errado
E não é Kharbouthi

Há três anos morando no Brasil, o refugiado sírio Mohamad Kharboutli, que atualmente trabalha como assistente administrativo em Araras (SP), tem vivido uma semana de tensão, desde que um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região onde seus pais moram na Síria. “Estou tentando juntar forças porque o perigo está lá ainda”, disse.

Os dados mais atuais apontam que mais de 28 mil pessoas morreram, vítimas dos tremores que atingiram também a Turquia e é considerado o mais forte na região desde 1939.

Pequenos tremores ainda assombram a região que teve 3 milhões de pessoas atingidas nos dois países. Nações do mundo todo anunciaram ajuda como remédios, suprimentos e médicos, mas os recursos ainda não chegaram a todos os lugares.

Alívio e apreensão

Apesar do alívio de ter conseguido falar com seus pais, Kharboutli vive a apreensão sobre o futuro deles. O casal, o irmão de Kharboutli e uma sobrinha passaram dois dias morando dentro do carro, nas ruas de Alepo, onde vivem e uma das mais atingidas pelo terremoto. Mas, resolveram voltar para o apartamento, mesmo com a estrutura comprometida.

“Fica na rua dormindo no carro, não tem banheiro, não tem nada, precisa de comida, estão fora da cidade, para voltar é difícil, para eles saírem de lá precisam ir para outro país, o mais próximo é a Turquia e a situação lá é difícil também”, justificou o jovem.

Após a notícia do terremoto, Kharboutli viveu oito horas de aflição até conseguir falar com a mãe. “Quando eu ouvi a voz dela no áudio, eu parei, fiquei chorando porque eu nunca ouvi voz dela desse jeito”, contou.

Veja também

Os pais e o irmão de Kharboutli estavam em casa quando o terremoto aconteceu. Eles contaram que quando saíram do apartamento que fica no quinto andar, o cenário era de caos, dor e tristeza.

As imagens enviadas por um amigo de Kharboutli impressionam. As construções imponentes de Alepo viraram o pó. “As pessoas estão nas ruas, os parques ecológicos estão cheio de gente dormindo no chão, sem comida, sem cobertor, está chovendo, está frio, tem neve”, contou o refugiado.

Pelo telefone, o pai de Kharboutli, Samir, diz estar vivendo o tempo mais difícil da vida deles, pior até que todo o período de conflitos.

A mãe, quando questionada sobre como é estar longe do filho neste momento, oferece um silêncio emocionado como resposta.

“Ela me disse que estava com medo de morrer antes de me ver. É o medo dela”, responde Kharboutli em nome dela.

Para o jovem sírio que há três anos fez do Brasil o seu lar, as lágrimas que inundam os olhos representam um coração apertado de saudades da família. Ainda assim, a força e esperança fazem parte do DNA dos Kharboutli e e o sonho de estar junto não é abalado.

“Eu vim para o Brasil refugiado da Síria, é uma história muito longa, passei fronteiras, fui torturado, depois me soltaram nas florestas.

Estamos pensando e nos planejando para que eles venham para o Brasil, mas não é fácil. Fora a situação do conflito que está acontecendo que vai complicar muitas coisas pra nós, mas vamos torcer para boas notícias e para que boas coisas aconteçam.”

Com informações: Rebeca Branco, EPTV2

COMENTÁRIOS

WORDPRESS: 0
    DISCUS: 0