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Família que descobriu tumor de menino durante oração pede ajuda para custear viagens aos EUA

Morador de Rio Claro (SP), Miguel Bortolozzi de Moraes, de 8 anos, tem neuroblastoma e precisa viajar para participar de uma pesquisa clínica com um m

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Morador de Rio Claro (SP), Miguel Bortolozzi de Moraes, de 8 anos, tem neuroblastoma e precisa viajar para participar de uma pesquisa clínica com um medicamento. Saiba como ajudar.

A família de um menino de 8 anos, de Rio Claro (SP), está precisando de ajuda para custear as viagens para os Estados Unidos para que ele possa tratar um neuroblastoma, que é um tipo de tumor grave, que pode surgir em diferentes locais do sistema nervoso simpático do organismo.

Os pais tentam arrecadar pelo menos R$ 75 mil.  A mãe de Miguel Bortolozzi de Moraes percebeu algo estranho na cabeça do filho durante uma oração.

“A gente é messiânico, estava ministrando o Johrei e, fazendo carinho, descobri um caroço na cabeça dele. A princípio achei que era um galinho, que tinha batido. Aí não sumiu e a gente procurou um médico. Fizemos exames de imagem e constatou a lesão. Como era externa e estava infiltrando, teve que ir para o centro cirúrgico de urgência. Fez a biópsia e veio [o diagnóstico] de neuroblastoma”, disse Milena Aparecida Bortolozzi de Moraes.

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O neuroblastoma

Flávio Guimarães, médico radio-oncologista da Santa Casa de São Carlos, explica que o neuroblastoma é mais comum em crianças e normalmente começa na glândula suprarrenal, que fica logo acima do rim e é responsável pela produção de importantes hormônios.

“Ele evolui como massa abdominal na maior parte das vezes, mas infelizmente grande parte dos casos, como o do Miguel, a doença já apresenta como metástase. Mais de 60% das vezes ele é descoberto numa fase mais avançada. Os sintomas estão relacionados a onde a doença está se manifestando e em que fase a doença está sendo descoberta”, disse Guimarães.

No caso do Miguel, o tumor se desenvolveu também na região do crânio e 90% da medula óssea estava comprometida.

“A vida vira de ponta cabeça. Parece que vem uma onda e te leva. Vai vendo tudo o que está acontecendo, tentando entender, tentando colocar a vida de volta no lugar. A prioridade é todo o tratamento”, disse a mãe.

Tratamento desde 2021 e estudo nos EUA

Desde 2021, Miguel já fez quimioterapia, radioterapia, transplante e, por último, imunoterapia. Para ajudar no tratamento, o casal descobriu um estudo nos Estados Unidos com um medicamento que pode ajudar ainda mais a evitar a progressão dessa doença. O menino preenche os critérios para participar dessa pesquisa clínica.

“Pacientes que estão em remissão [sinais e sintomas do câncer reduzidos ou ausentes] ou pacientes que tiveram uma boa resposta ao tratamento cirúrgico, quimioterapia e imunoterapia, vão fazer uso de uma medicação para manter o paciente em remissão, ou seja, aumentar a taxa de sobrevida livre de eventos, livre de progressão da doença”, afirmou o médico.

Miguel vai precisar ir aos EUA pelo menos 5 vezes e o gasto para cada viagem está em torno de R$ 25 mil. Por meio de campanha e ajuda de amigos, a família já conseguiu R$ 50 mil reais, mas ainda faltam pelo menos R$ 75 mil.

“Nós estamos falando em valores próximos porque se tiver alguma intercorrência ele tem que voltar para os EUA. Como é um estudo pode haver uma reação, pode ter alguma complicação. A gente não espera, mas a gente tá bem no limite do dinheiro”, afirmou Joaquim Sebastião de Moraes Filho, pai de Miguel.

“Se a gente tem uma oportunidade de oferecer um tratamento inovador numa fase de estudos, que possa aumentar a perspectiva de vida, aumentar a taxa de controle, isso é uma coisa muito almejada tanto pelos pacientes como por nós médicos”, disse o médico.

Para Miguel fica a esperança de conseguir iniciar logo o novo tratamento. “Pessoal, me ajuda para eu poder pegar meu remédio e voltar para cá”, pediu o menino.

Como ajudar

Quem quiser ajudar, pode entrar em contato com a família pelo telefone (19) 99766-7971.

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