Defasagem no preço dos combustíveis chega a 25% e pressiona Petrobras por reajustes

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Defasagem no preço dos combustíveis chega a 25% e pressiona Petrobras por reajustes

Relatório mostra que a diferença entre o valor doméstico e o internacional é a maior em uma década; barril encosta em US$ 120 em meio ao conflito no L

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Relatório mostra que a diferença entre o valor doméstico e o internacional é a maior em uma década; barril encosta em US$ 120 em meio ao conflito no Leste Europeu.

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Defasagem no preço dos combustíveis chega a 25% e pressiona Petrobras por reajustes. A recente disparada do barril de petróleo fez a defasagem do preço cobrado no mercado doméstico pela Petrobras acumular defasagem de 25% em comparação ao valor internacional, a maior diferença desde 2012, segundo estudo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Desde 2016, a estatal adota o preço de paridade de importação (PPI), política que baseia o valor cobrado às distribuidoras domésticas de acordo com a variação do barril tipo Brent no mercado global, mais a cotação do dólar.

A commodity somou uma série de valorização nos últimos dias após a invasão da Ucrânia por tropas russas e chegou a bater US$ 119,84 nesta quinta-feira, 3, o maior valor em uma década.

Desde o início do conflito no Leste Europeu, na quarta-feira da semana passada, 23, o barril acumulou alta de 16%.

De acordo com o estudo, o litro da gasolina cobrado às distribuidoras está R$ 1,10 mais baixo do que o ideal, enquanto o preço do diesel tem diferença de R$ 1,22.

“O impacto na bomba é menor porque leva em consideração os impostos, com valor fixo, e os custos logísticos, que neste momento ainda não capturamos nenhuma variação”, explica o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

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O último reajuste dos combustíveis foi anunciado pela Petrobras no dia 11 de janeiro. O litro da gasolina sofreu alta de 4,8%, passando para R$ 3,24. Já o diesel foi elevado em 8%, atingindo os atuais R$ 3,34.

De acordo com a Abicom, a estatal já acumula defasagem há meses, mas a situação foi agravada após a eclosão do conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

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Apesar da necessidade de reajustes, Araújo afirma que a estatal não deve fazer o repasse integral em apenas uma rodada de aumento. “É algo que já deveria ter sido feito antes.

Alguns países europeus já fizeram dez reajustes nos combustíveis em 2022. A Petrobras perdeu a oportunidade de manter os preços alinhados, e agora a situação fica muito difícil para fazer uma deste tamanho”, afirma.

Por estratégia de mercado, a Petrobras não anuncia com antecedência novos reajustes. Procurada pela Jovem Pan, a estatal não respondeu aos questionamentos sobre a defasagem acumulada.

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